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Superficialidade

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Não seja raso! Tenha profundidade... Do tipo: precipício! Sim, é exatamente isso. Seja um emaranhado complexo de subidas e descidas, com direito a escaladas perigosas e íngremes, mas não seja raso. Raso de ideias, de sonhos, de sentimentos... Raso de reações. Deixe para ser frio quando morrer. Seja gente, seja humano. Não imite aos que são cheios daquele tipo de conhecimento onde tudo que se encontra são meras informações, pois não há profundidade, argumentos, teorias, páginas e páginas a serem desvendadas. Seja intrínseco. Escreva milhares de entrelinhas, mas não aceite ser como a maioria. A superficialidade é uma roupa que cabe a muitos, mas que não trás essência. Busque "Ser"! Pouco importa o que os outros dirão... São os outros! Aprofunde-se. Mergulhe neste universo que é ser humano. Não seja raso. Sinta o frio no estômago milhares de vezes, mas não seja morno. Deixe a sua pele arrepiar, seu coração saltar como se fosse sair pela boca, mas não aceite nada que se pareça c…

Reconciliação

Muitos casais separados pensam em reconciliação. Fazem promessas que nunca irão cumprir, inventam desculpas para velhos hábitos, culpam aos outros sem olhar pra si. Querem o outro a qualquer preço e pra isso não medem esforços. Lutam para ter, possuir, subjulgar, dominar o outro. E em momento algum enxergam a si mesmos. Não fazem uma análise do que se é. Não olham para dentro. Não se conhecem. São imagens refletidas num espelho irreconhecível. Não se reconciliam consigo mesmos. Vivem sem saber dos seus limites, suas sombras, seus desafios. Enxergam no outro coisas que poderiam encontrar em si. Se ao menos se vissem... Sem a mentira da perfeição ou do olhar generoso sobre suas próprias falhas e desenganos. Querem uma reconciliação mas não sabem se perdoar. Não sabem quem são. Muitos são os que matam com a desculpa do amor não correspondido, mas como podem falar de amor se não se amam em primeiro lugar? O que entendem sobre o assunto senão, o velho e egocêntrico sentimento de posse?! A…

Febre

Andei feito vagabundo Cheio de pegadas no caminho Num constante redemoinho de prazer... Fui tão longe Tão distante de você. Andei vagando, perdido Entre lençóis mais macios De corpos tão estranhos... Bocas molhadas, abraços sem laços. Fui errante, num mundo de perdidos Entre garrafas de vinho Com gemidos não tão intensos Nas mentiras que inveitei pra dizer! Andei nú. Andei descalço Pés tortos em espinhos Carne exposta de enfado Tolo e tão sincero que Rasgo a alma em qualquer ninho. Fui ordinário em várias direções No acorde enlouquecido de amar Tão louco e vadio... Das anfetaminas da vida Só com passagem de ida... Num frenesi de muitos sons Na queda livre do reencontro Sem chance, sem rota, sem troca Somente a pagar a conta Dos vícios adquiridos Dos sonhos hoje, perdidos Da febre que era viver.

Um dia

Um dia você vai encontrar alguém a quem amar verdadeiramente. Que vai segurar a tua mão com firmeza. Que vai te ensinar a importância de uma promessa e muito mais... O quanto cumprir a promessa é fundamental. Um dia os teus passos serão numa única direção e você não se queixará disso. Vai sentir segurança ao olhar pra frente. Vai saber que o futuro está ao teu lado pro que der e vier. Um dia você vai saber o que é o amor. Vai entender que não se pode quebrar um coração em mil pedaços. Vai saber que o trincado nunca volta a ser perfeito e que por isso precisa de cuidados. Um dia... Vai olhar tão intensamente os olhos de alguém que se perderá na imensidão dos sentimentos. Talvez então, venha saber o que nunca foi capaz de dar. Pois do amor colheu o melhor, mas nunca foi o que deveria ser. Então, entenderá que as lágrimas foram de remorsos. Saudades virão e explicarão as ausências físicas e não físicas. E todas as desculpas serão nulas. Um dia você saberá que o amor que tanto cobrou nunc…

Mil Dias, Mil Anos

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Mil dias lhe daria se de amor pudesses viver. Mil anos ao seu lado seriam poucos dias... Pelo tanto que amo você! Mil palavras não diriam o quanto de amor quero dizer... Mil livros não contariam a história que podemos ter. Mil dias... Mil anos... Mil sonhos não seriam nada se não houvesse a eternidade Caso o Universo deixasse de brilhar, pois vejo o mundo nos seus olhos como estrelas a piscar. Mil anos viveria se pudesse eternizar Cada dia, cada instante Ao seu lado para sempre Até que nenhum dia tivesse fim Apenas a felicidade do seu riso pra mim. Mil dias... Mil anos... E cada vez que houvesse necessidade pois não há vida sem amor E viveria cada segundo como se fosse o último, na tentativa de sempre manter distante qualquer sentimento de dor. Mil dias lhe daria, Mil anos viveria E assim concrerizaria o amor da minha vida!

Autenticidade

Ela sonhava alto, como as nuvens. Imaginava castelos incríveis... E vivia perdida na ótica das ilusões. Queria tocar o universo com seus devaneios. Era julgada louca por se aventurar tão acima do chão. Ela sentia a brisa, enfrentava furacão. Era forte, frágil, sutil. Era a imagem que desejava ser. Galgava os picos e emergia em mares revoltos, como quem renasce das cinzas. Ela acreditava. Era meio desequilibrada... Cheia de força e meio sem nada Era forte, era fraca! Mantinha o foco. E nas vezes que se perdia, teimava... Era feita de fera, era feita de precipícios... Alçava cada vez mais os buracos negros de si! Era fêmea, era de choros convulsos, era de silêncios frios. Ela podia se dissipar em mil pedaços ou tragar o mundo num redemoinho sem fim. Era o avesso. Desconhecido. Abrigo. Asilo. Vaga certa de dúvidas e pecados inconfessáveis. Era o certo e o errado de tudo. Ela só não sabia ser o que os outros queriam ...

Colo

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As vezes só precisamos de colo. Nada mais. Aquele silêncio amigo, quente, seguro. Onde todas as palavras se traduzem no constante ir e vir da respiração. Um colo de cumplicidade. Um colo de intimidade. Onde tudo se traduz em entendimento. Cada vez mais e mais uma vez e sempre em constante percepção. As vezes tudo que precisamos é transgredir as regras das palavras toscas, dos insensíveis paradoxos do que quer dizer ou entender. Basta apenas o ninho. O aconchego do "tô aqui" estando realmente. Nenhum gesto é mais autêntico que a presença. Nenhuma palavra pode suprir isso. E todas as ausências se transformam em costume. Portanto, o colo é a prova de que todas as palavras valeram os erros e acertos. O amor só se diz em gestos pois em palavras pode ser dito em muitos idiomas.