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Ressignificar

As vezes é necessário, desconstruir-se! Desfazer a imagem e silenciar. Enfrentar os próprios monstros, reavaliar a estrada mesmo que não se tenha plena visão dela. É quando percebemos quem somos. As ranhuras, os medos, as indecisões. São momentos de introspecção. Nada pode ser mudado do que se fez... Nada. Nenhum arrependimento é capaz de retroceder o tempo. Entao, tudo o que resta é seguir o fluxo da vida. Nessas horas compreendemos o valor de nós mesmos. Enxergamos os tropeços. A resignificação tem importancia ainda maior. É o tudo ou nada, oito ou oitenta de si mesmo. Chegou a hora de largar as muletas, caminhar sozinho. Entender que tudo que temos é o que somos e que por si só, já basta. É um início! Temos todas as respostas na desconstrução. É a clareza das idéias. E nesse ínterim, vamos removendo as velhas rusgas e construindo um novo "eu". Talvez ainda manchado e trôpego, mas muito mais senhor de si! Não tenha medo do novo, antes; tenha medo da estagnação, da zona de…

Abandono Afetivo

Não é moralmente possível obrigar uma pessoa a amar a outra e nem a justiça pode interferir neste direito do ser. Mas eu aponto aqui o termo abandono afetivo para a pessoa que está em um relacionamento e se sente sozinha, desvalorizada e rejeitada pelo seu parceiro amoroso. É estar desacompanhada com uma companhia do lado, estar solitária em meio a uma multidão, estar viúva com o marido vivo, estar separada com o cônjuge ao lado. Uso aqui o termo voltado às mulheres, mas é importante saber que, cada dia mais, homens tem reclamado de estarem sozinhos em um relacionamento. Existe uma co-dependência que faz um entrelaçamento com a falta de amor. Não se consegue levar amor a um relacionamento assim. Parece blindado para receber carinho e atenção. Um sempre julga o outro como o culpado da situação existente, ocasionando uma dualidade, se afasta do outro pela falta de levar amor ao relacionamento e se aproxima do outro, pelo excesso de medo, normatizando a situação. É a ideia do amor e sofr…

Felicidade

Felicidade é momento. É saber que nada é constante Que a vida é só um tempo E que somos apenas instantes! Felicidade é consciência tranquila De que fez a sua parte É caminhar de cabeça erguida É fazer da dor, uma arte! Felicidade é saber chegar Para um dia poder partir Sem mácula para apontar Sem ter do que fugir! Felicidade é paz É dormir e acordar, tranquilo Não ter vergonha do que faz É ser integro, é ser do bem É ser amigo! Felicidade é peito cheio de alegria É recomeçar todos os dias Mesmo diante das dificuldades Acreditar na sua verdade.

Equações

A vida as vezes se apresenta como uma complicada equação matemática. Parece que as multiplicações cessam... As divisões se precessam e nada soma. Sentimos que o fluxo apenas diminui. E nos sentimos reféns de parênteses, colchetes, chaves... Numa louca porcentagem onde os números pares se perdem nas potências ímpares de frações incompressíveis. Um mais um se torna nulo. Vamos tentando definir as equações em partes razoáveis, ponderando ângulos e retas para manter a coerência. E por mais que nos debrucemos sobre teoremas e raízes quadradas, parece que os números não casam. A matemática da vida é muito mais intrínseca do que as elaboradas equações. Encontramos quíntuplos sentidos e subdividimos frações de momentos em algoritmos sem valor. X igual a Y que multiplicado pelo quadrado da hipotenusa será o ângulo reto para lugar algum. Parece conversa fiada, mas não é. Ficamos atônitos com tantas regrinhas e símbolos a usar. Partimos para álgebra, química, física avancada... E nada! E tudo is…

Eternidade

Encontrar-te-ei no ressonar dos teus sonhos.
Abraçar-te-ei como da primeira vez
E tu saberás que penso em ti...
E quando tudo parecer o fim
Saiba que estarei a te cuidar.
No infinito deste Universo
Olhar-te-ei todos os dias
Até que finito sejam os teus dias.
Cobrir-te-ei com o meu corpo nas noites frias de inverno
Somente para que sintas o quanto ainda lembro do nosso amor.
Enviar-te-ei meus pensamentos, numa troca de idéias
Pra que tu possas viver por mim, o que não foi possível juntos.
Dar-te-ei meus sonhos, minhas alegrias e ficarei feliz por ver-te sorrir.
A minha felicidade é saber que estás feliz!
Dar-te-ia a eternidade se assim o fosses
Para nunca mais perder de vista os olhos teus
Pois nada se compara no infinito ao brilho que reluz  no teu olhar.
Amar-te-ei até o reencontro, desse tempo que não nos pertence
Vendo-te viver plenamente o que nos foi negado saber
Eis que a vida é somente este sopro, entre eu e você!

Conta Gotas

Imagem
A gente vai esvaziando as gavetas das lembrancas, substituindo por outras idéias, outros mundos, novas possibilidades.
Aos poucos vai entendendo o valor que se tem. Vai desmontando os antigos sonhos, como quem desmonta quebra cabeças.
A gente vai se desconstruindo.
Vamos sentindo cada dor e se especializando em sentí-las sem que doam.
A gente vai aprendendo a dar adeus, até que um dia não há mais necessidade de palavras. É um desmanche, uma ordem de despejo.
Vão-se embora os medos, as neuras, os velhos apegos. E a gente se vê de novo.
Eis que reaprendemos quem somos.
A gente se ressignifica.
Vai entendendo que o pior é a solidão das promessas não cumpridas. Das mãos nunca estendidas.
A gente vai desmantelando os nós...
Redescobre sorrisos bobos.
A gente vai percebendo o quanto se abandonou.
E os espelhos vão refletindo marcas desconhecidas de uma vida que não nos pertence.
Muito lentamente vamos retirando a venda dos olhos e enxergando que somos capazes.
Não precisamos de muletas desa…

Amanhã

Amanhã? Talvez não haja, talvez não seja.
Amanhã... Entre o céu e o inferno das tardes sombrias.
Entre as sonhos e pesadelos das agonias.
Hoje tão somente hoje e nada para depois.
A vida ganha o viço, das manhãs mais frias...
Diz-me: Amanhã!
E nos desencantos das horas, vejo os dias a passar.
Entre o doce e o amargo
Entre o antídoto e o veneno
Nas tolices nunca ditas... Nas loucuras antes feitas.
Amanhã? Nunca será.
Pois vivemos um holocausto todos os dias.
Entre minutos, entre segundos
Num recontar de cada hora
Na repetição das histórias
Entre perdas e ganhos.
Hoje e só o hoje para ser o para sempre, pois nada mais é eterno senão esse momento.
Amanhã é apenas uma metáfora do destino onde a mente faz morada
Onde o tolo perde vida.